sábado, 12 de março de 2011

Lá está ela, mais uma vez...

Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso.
Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever.
Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas.
De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar.
Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho é que ela já apanhou demais da vida.
Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta.
E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça... ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também.
Porque amar também é isso, não?
Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando.
Daí você espera por alguém que venha te curar.
As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.
E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça - que não era Capitu, mas tinha olhos de ressaca - levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário... Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência.
E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda.
Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.

Caio Fernando Abreu

domingo, 27 de fevereiro de 2011

' Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia - qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não se do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. '

Caio Fernando Abreu

domingo, 15 de agosto de 2010

E essa saudade que me aperta o coração eu coloco onde???

E essa dor do estar longe, eu coloco onde???

segunda-feira, 21 de junho de 2010

' Dá-me a tua mão desconhecida,

que a vida está me doendo, e não sei como falar - a realidade é delicade demais. Só a realidade é delicada... Minha irrealidade e minha imaginação são mais pesadas. '



' Mudaram as estações, nada mudou. Mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim tão diferente... Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba...
MAS NADA VAI CONSEGUIR MUDAR O QUE FICOU... QUANDO PENSO EM ALGUÉM, SÓ PENSO EM VOCÊ, E AÍ, ENTÃO, ESTAMOS BEM...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, nem desistir, nem tentar... Agora tanto faz... Estamos indo de volta pra casa... '



Duas coisas que eu ouvi e que ficarão pra sempre gravadas na minha memória:
1) Porque lugar seguro é no útero da mãe...
2) Quando pai e mãe morre... os filhos são ófãos.
Quando marido ou esposa morre... aquele que fica é viúvo (a).
E quando filho morre? Pai e mãe são o que??? NÃO EXISTE!!!


Por onde quer que eu vá, levo você pra sempre.
Te amo, madrinha.

sábado, 12 de junho de 2010

Pela milésima vez: eu quero a minha cidade, a minha casa, o meu quarto. a minha família, as minhas amigas e o meu namorado.

agora!!! alguém pra me fazer compania???


; (

domingo, 30 de maio de 2010

daqui http://acasosafortunados.blogspot.com/

E às vezes você sabe qual é a coisa certa e qual a errada, e vai lá e continua fazendo tudo igual. É que você sabe que existe o intervalo entre o que você quer e o que o outro pode dar. Mas é que as vezes o passo gigantesco de um é pouco, menor, incipiente, ou qualquer outra coisa esquisita que possa dizer qualquer outra palavra.


Alma 1: ele gosta de mim, mas tem um jeito estranho, que eu não gosto...
Alma 2: ahhh, mas cada um tem seu jeito de amar, resta saber se o jeito dele é suficiente para você...
Alma 1: não é.




domingo, 2 de maio de 2010

' Country roads take me home, to place I belong... '

Talvez eu só esteja chata hoje (mais que o normal!)... Talvez esteja doente... Talvez... Fato é que eu trocaria quase tudo pra ficar quietinha na cama, de preferência dormindo... Porque quando alguma coisa tá errada, eu durmo... durmo muuuito. ; (